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O Pote dos Sonhos Dourados

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O Pote dos Sonhos Dourados

Na Vila das Conchinhas, vivia um ouriço muito especial chamado Dondi. Dondi tinha um segredo: todas as noites, ele colecionava luzes.

Quando o sol começava a se deitar, ele saía com seu pote de vidro. Ele pegava o último brilho laranja do pôr do sol. Capturava o riso prateado da água do riacho. Guardava o amarelo quentinho do abraço da sua mãe. Plim! Plim! Plim! Cada luz era uma bolinha cintilante que ia para o pote.

Uma noite, Dondi ouviu um choro baixinho. Era a Lebre Lila, tremendo de medo do escuro do seu quarto.

— Não consigo dormir — disse Lila, enrolando as orelhas. — Tudo é tão preto e silencioso.

Dondi teve uma ideia. Sentou-se na cama de Lila e abriu cuidadosamente seu pote.

— Olhe só — ele sussurrou. — Eu trouxe um pouco do dia para a noite.

Ele tirou a bolinha laranja do pôr do sol e a lançou suavemente para o teto. Puf! A luz se espalhou, pintando nuvens cor-de-rosa.

Pegou o riso prateado do riacho e soprou. Fiu! Pequenas estrelas cintilantes apareceram no ar.

Por fim, ele rolou a bolinha amarela do abraço para as mãos de Lila.

— Segure esta. Ela é a mais quente de todas.

Lila segurou a luz dourada contra o peito. Um calor macio a envolveu, indo da ponta das orelhas até a ponta dos pés. O medo derreteu como neve ao sol. Seus olhos ficaram pesados e um bocejo feliz escapou.

— Obrigada, Dondi — ela murmurou, já adormecendo. — Seus sonhos são os mais bonitos.

Dondi sorriu, fechou seu pote (que já estava cheio de novas luzes dos sonhos de Lila) e foi para casa, sabendo que a noite mais escura podia ser preenchida com as melhores lembranças do dia.

Moral da História: Dentro de nós, guardamos as melhores luzes do dia para iluminar a escuridão da noite.

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