Era uma vez uma Lua redonda e branca que adorava crianças. Todas as noites, ela vinha bem pertinho da janela do quarto de Bebê.
Bebê estava no berço, de olhos arregalados. A noite estava muito escura.
— Olá — sussurrou a Lua, com uma voz feita de brisa.
— Vou cantar para você.
A Lua começou a cantar uma música muito suave. A música não tinha palavras, só um ritmo calmo: shhh-bum, shhh-bum. Parecia o coração da mamãe, quando Bebê a abraçava.
— Shhh-bum, shhh-bum — cantou a Lua.
Da música da Lua, saíram luzinhas prateadas. Elas desceram dançando.
Uma luz prateada pousou bem de leve no ursinho de pelúcia. Plum. O ursinho ficou mais aconchegante.
Outra luz prateada rodopiou até o móbile. Fiu. Os passarinhos do móbile começaram a balançar bem devagar.
A terceira e maior luz prateada flutuou até o cobertor. Puf. O cobertor ficou quentinho, como um abraço macio.
Bebê bocejou. Ah-ah. Seus olhinhos pesaram. Piscaram devagar, cada vez mais devagar.
A Lua cantou mais baixinho ainda, quase um sussurro: shhh... shhh... shhh...
Ela inclinou-se e deu um beijo de luz na testa de Bebê. A luz era fresca e suave.
Bebê segurou o ursinho. Virou-se de lado. Seus cílios descansaram sobre as bochechas. Ele estava dormindo.
A Lua sorriu, feliz. Agora, seu brilho ia embalar o sonho de Bebê. Sonho de nuvens macias e de colo gostoso.
E lá fora, no céu silencioso, a Lua continuava sua canção calma para todas as crianças, shhh-bum, shhh-bum, até o amanhecer.
Moral da História: O mundo, mesmo à noite, está cheio de ritmos suaves e cuidados que nos envolvem para um sono tranquilo