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O Cobertor de Estrelas

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O Cobertor de Estrelas

Era uma vez uma estrelinha muito pequena, chamada Pisca. Pisca vivia no céu azul-escuro da noite, mas sentia-se sozinha.

— Brilhar é legal — dizia Pisca, piscando suavemente. — Mas queria ter um amigo para contar histórias.

Vendo lá de cima, ela notou algo. Na casinha com telhado vermelho, um bebê chamado Lua também estava acordado. Ele agitava as mãozinhas no berço, olhando para o céu.

— Olá! — chamou Pisca, brilhando um pouquinho mais.

Lua parou, fitou a estrelinha e soltou um "ah!" bem feliz.

Vendo que Lua estava sozinho também, Pisca teve uma ideia. Ela começou a cantar uma canção muito, muito suave. Era uma música sem palavras, só com a melodia do vento dançando nas folhas.

Shhhhh, shhhhh, shhhhh.

A melodia desceu do céu, como fios de luz prateada. Ela entrou pelo quarto, fez uma dança lenta nos móbiles e envolveu o bebê Lua num abraço de som.

Lua bocejou, um bocejão redondo e macio. Seus olhinhos começaram a piscar, devagarinho, devagarinho.

Para fazer companhia, Pisca chamou suas irmãs. Todas as estrelinhas do céu começaram a piscar no mesmo ritmo da canção. Brilha, descansa. Brilha, descansa.

Juntas, elas teceram um grande cobertor de luz bem fraquinha, que desceu e cobriu Lua com a sensação gostosa de estar protegido.

— Boa noite, amiguinho — sussurrou Pisca.

Lua segurou seu ursinho, deu um último sorriso sonolento para o céu e fechou os olhos. Ele sonhou que flutuava em um rio calmo, cercado por luzinhas gentis que piscavam como pirilampos.

E Pisca, finalmente, não estava mais sozinha. Ela tinha milhões de irmãs para brilhar com ela, e um amigo especial na Terra para guardar no seu brilho.

Moral da História: Mesmo quando parece que estamos longe, uma conexão de carinho e calma nos envolve e traz segurança para dormir

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