A lua redonda e brilhante acordou no céu azul-escuro. Era hora de fazer a sua canção de ninar.
— Ding-dong — cantou uma estrelinha, bem suave.
— Pshiuuuu — respondeu a brisa dançando nas folhas.
— Coax… — somou o sapinho na lagoa.
Um bebê, em seu berço, ouviu a canção e abriu um sorriso. A lua, vendo aquele sorriso, ficou toda morna. Derramou um fio de luz prateada pela janela, que foi brincar de escorrega no cobertor macio.
— Dorme, dorme — sussurrou a canção, sem pressa.
O bebê bocejou, fechou os olhinhos e segurou o fio de luz como se fosse um ursinho. E sonhou com nuvens de algodão doce e riachos de leite morno, navegando em um barquinho feito de uma concha.
A lua balançou o berço do céu, bem devagar, até o sol começar a acordar.
Moral da História: A noite é um abraço suave que nos prepara para um novo dia cheio de luz.