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O Mistério da Canção de Ninar

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O Mistério da Canção de Ninar

Era uma noite mágica no bosque suave, onde todas as coisas pequenas se preparavam para dormir. A pequena coruja Olívia, com seus olhos redondos e brilhantes, não conseguia dormir.

— Mãe — sussurrou Olívia —, sinto que falta algo para embalar o bosque. Tudo está quieto, mas não está aconchegante.

Sua mãe, com as penas macias, acariciou sua cabecinha.
— Talvez, minha querida, o que falta seja uma canção. A mais doce e quente de todas. Mas ela se perdeu. Por que não a procura?

Olívia, cheia de coragem, saiu em sua busca. Voou baixinho, sobre o lago que brilhava como um espelho prateado. Lá, encontrou os sapinhos que bocejavam.
— Sapinhos, vocês viram a Canção de Ninar?
— Não vimos — coaxaram eles suavemente —, mas o lago faz plash... plash... quando a lua brilha. Será um pedacinho dela?

Era um som calmante, mas não era a canção completa.

Olívia voou até o campo de flores, onde o vento dançava.
— Vento, você trouxe a Canção de Ninar?
O vento sussurrou nas pétalas:
— Eu trago apenas sshhh... sshhh..., um segredo para as flores dormirem. Talvez seja outro pedacinho.

Olívia começou a juntar todos os sons suaves do bosque: o plash do lago, o sshhh do vento, o zum-zum das abelhinhas já descansando e o cric-croc do musgo aconchegante. Ela os guardou no seu coração.

De volta ao ninho, aconchegada pelas asas de sua mãe, Olívia sentiu todos aqueles sons se misturarem dentro dela. E, sem perceber, começou a cantarolar uma melodia nova, feita de todos os pedacinhos de carinho que coletou.

Era uma canção quentinha, que encheu o bosque inteiro de paz. Uma a uma, todas as criaturas adormeceram, com sorrisos pequeninos nos rostos, sonhando com lagos prateados e campos floridos. Olívia finalmente fechou seus olhinhos, sentindo que o mistério mais doce não era encontrar, mas criar o seu próprio aconchego.

Moral da História: O aconchego e o amor que procuramos estão, muitas vezes, dentro de nós e nas coisas simples que nos rodeiam.

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