Era uma vez, na hora de dormir, uma luzzinha dourada e macia. Ela vivia bem no meio do peito do pequeno Ben, num lugar chamado Coração.
A luz, chamada Luz, adorava brincar. De dia, ela dançava quando Ben ria das bolhas de sabão ou abraçava seu ursinho, Ted. Luz ficava tão forte e quentinha!
Mas chegava a noite, o quarto ficava escuro e silencioso. Luz sentia um friozinho e começava a ficar bem pequenina.
— Tenho medo do escuro — sussurrou Luz, tremelicando.
Foi então que uma voz calma falou:
— Não se assuste, amiguinha. Sou o Sono, seu vizinho.
Era uma voz quente e profunda, que vinha de uma nuvem fofinha que cercava Coração.
— Antes de dormir, lembre-se de algo que aqueceu você hoje — disse o Sono, suavemente.
Luz pensou. E lembrou! Lembrou do sol da tarde na janela, formando um quadrado dourado no chão. Lembrou do cheiro do leite morno. Lembrou do som da canção que a mamãe cantava.
Cada lembrança era como uma fagulhinha dourada. Plim! Plim! Plim! Elas se juntavam a Luz, que começou a crescer, a brilhar, a espalhar um calor doce por todo o peito do Ben.
— Olhe só — disse o Sono, em um sussurro ainda mais baixo. — Você é uma coleção de momentos felizes. Nada pode apagar isso.
Luz, agora grande e radiante, sentiu-se segura. Seu brilho suave encheu o quarto inteiro de uma penumbra aconchegante. Ben soltou um suspiro profundo e tranquilo, um sorriso nos lábios.
E então, Luz e o Sono se misturaram, criando um cobertor de paz. Eles levaram Ben para um barquinho de sonhos, que navegava em um mar de estrelas cintilantes, rumo à manhã.
Moral da História: Mesmo no escuro, você carrega dentro de si a luz e o calor de todos os momentos de amor