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O Abraço do Vaga-Lume

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O Abraço do Vaga-Lume

Na floresta da Boa Noite, onde as flores sussurram canções de ninar, vivia um pequeno vaga-lume chamado Lumi. Enquanto todos os seus primos piscavam luzes verdes e azuis, a luz de Lumi era diferente: era quentinha e cor-de-rosa, como um doce segredo.

Uma noite, Lumi encontrou o Coelhinho triste, tremendo de frio em sua toca.
— Minhas orelhas estão geladas — choramingou o Coelhinho.
— Não se preocupe — sussurrou Lumi. Ele pousou bem entre as orelhas do amigo e, com um zzzum suave, sua luz cor-de-rosa envolveu o Coelhinho num abraço de luz. O calor era tão gostoso que o Coelhinho sorriu e adormeceu.

Mais adiante, a Tartaruga não conseguia dormir.
— Tenho saudades da minha avó — confessou.
Lumi piscou bem devagar: pisc… pisc… pausa… pisc. Era uma mensagem de luz que dizia “te amo”. A Tartaruga, sentindo o carinho, encolheu-se no casco e seguiu o ritmo da luz, respirando fundo até pegar no sono.

Por fim, Lumi viu o Passarinho, que tinha tido um pesadelo.
— Vamos construir um sonho feliz juntos? — propôs Lumi. — Pense numa coisa boa.
— Pensei num campo de morangos! — disse o Passarinho.
Lumi, então, brilhou com todo seu amor, pintando sombras dançantes no ninho que viraram morangos doces na imaginação do amigo. O Passarinho, seguro e aquecido, fechou os olhos com um suspiro de paz.

Cumprida sua missão, Lumi voou para casa. Sua luz cor-de-rosa, agora um pouco mais forte, iluminava seu caminho. Ele sabia que o maior brilho não está em ser o mais forte, mas em aquecer o coração dos outros. E, com essa alegria no peito, dormiu profundamente, sonhando com todos os amigos que agora dormiam felizes, abraçados por seus próprios sonhos.

Moral da História: O verdadeiro brilho está no carinho que compartilhamos, aquecendo os outros e a nós mesmos.

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