Bebê Leo estava no berço. Lá fora, o vento soprava. Uuuuuhhhh.
Leo abriu os olhos bem grandes. O som era novo.
A Mãe veio e fechou a janela um pouquinho.
— É só o vento, filho. Ele vem brincar.
O vento, do lado de fora, ouviu. Ele era um vento jovem e gentil, que não queria assustar ninguém. Queria ser amigo.
Ele viu um galho de salgueiro balançar e teve uma ideia.
Roçou levemente nas folhas.
Shhhh, shhhh, shhhh.
Soava como o mar longe, numa concha.
Leo ouviu. Seus braços pararam de se agitar. Ele virou a cabeça para o som.
O vento ficou feliz. Agora, ele soprou sobre a chaminé da casa ao lado.
Ooooooommmmm.
Era um som grave, quente e redondo, como o ronronar de um gato grande.
Leo bocejou. Ah-ah. Seus olhos piscaram devagar.
Então, o vento fez sua coisa favorita. Ele dançou com os sinos de vento que pendurados no alpendre.
Tlim-tlim, tlim-tlim.
Era uma música de cristal, leve e alegre.
Um sorriso apareceu no rosto de Leo. Seus dedinhos se abriram, relaxados.
O vento, agora cansado de tanto brincar, começou a diminuir. Seu último sopro foi um suspiro bem fraquinho contra a vidraça.
Fiuuuuuu…
Era um beijo de boa noite.
Dentro do quarto, tudo estava quieto e quentinho. Leo agarrou seu cobertor macio. Seu peito subia e descia, devagarinho. Ele estava dormindo, sonhando que balançava em uma rede feita de brisa suave.
E o vento, satisfeito, foi embora para contar às nuvens que tinha ajudado mais um bebê a adormecer.
Moral da História: Os sons da noite não são assustadores; são companheiros gentis que cantam canções de ninar para o mundo